Síndrome de Hoffa e a pratica de corrida

Para quem pratica atividade de alto impacto como, por exemplo, a corrida, o joelho é uma das regiões que mais sofrem lesões. A Síndrome de Hoffa (ou síndrome do impacto da gordura infrapatelar) é uma das mais comuns, porém muito negligenciada pelos atletas.

O que é a Síndrome de Hoffa?

A gordura de Hoffa fica abaixo da patela, contribuindo para a mecânica do movimento do joelho, sendo que alguns estudos mostram sua participação na nutrição e reparação das estruturas articulares. Por isso, a inflamação nessa gordura pode aumentar seu tamanho, sofrer hemorragias e fibrose, o que leva ao surgimento da Síndrome de Hoffa.

O que é a gordura de Hoffa >
Saiba mais sobre a síndrome do impacto da gordura infrapatelar >

síndrome de hoffa

Qual a causa da síndrome de Hoffa?

Microtraumas de repetição podem levar a alterações crônicas desta gordura, causando dor na face anterior do joelho. Com o tempo e a formação de fibrose, ela pode estar hipertrofiada e, consequentemente, o espaço articular diminui. Na corrida, a gordura de Hoffa sofre lesões quando o atleta apresenta hiperextensão do joelho (o joelho estica mais do que deveria), movimentos de rotação excessivos e contração inadequada do músculo anterior da coxa.

Lesões mais frequentes na corrida >

Qual é o tratamento da síndrome de Hoffa?

Há várias lesões que podem ser confundidas com a Síndrome de Hoffa, e por isso o diagnóstico deve ser minucioso para que seja iniciado um tratamento adequado e precoce.

Vale ressaltar que é importante tratar também a causa do problema para que a lesão não retorne. De forma geral, a recuperação inclui controle da hiperextensão do joelho; fortalecimento da musculatura do quadril e da coxa e alinhamento da patela.

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Esportiva-Brasília
Esportiva-Brasília

Dr. Márcio R. B. Silveira, criou a Clínica Salus Ortopedia e Fisioterapia em Brasília-DF, para atuar principalmente no tratamento de lesões de cartilagem, buscando sua reparação e transplante; lesões de menisco com sutura em crianças e reparo; rupturas ligamentares articulares e sua reconstrução biológica e prevenção; tratamento da artrose, com medidas medicamentosas e artroplastias; tendinites e rompimento de tendões provocadas tanto por atividades esportivas, como por alterações degenerativas; fraturas em idosos que apresentam ossos mais frágeis; e enfoque na reabilitação muscular e postural, através de protocolo exclusivo baseado na análise cinemática da marcha.